03/03/2011

CÉDULAS DO IMPÉRIO DO BRASIL DO ANO 1856 COM SUAS ASSINATURAS E OU AUTÓGRAFOS.

Amigos e amantes da Numismática Brasileira, o que hoje tenho a apresentar é uma descoberta que para alguns, seja já de conhecimento, ou até, para todos, de total desconhecimento. Ocorre que tal descoberta, pode mudar por completo a forma de como se colecionam as cédulas do Império do Brasil.

Já ouvi de vários colecionadores, que as assinaturas (autógrafos) que se aplicavam em cima das notas do Império do Brasil eram aleatórias e dadas pelos agentes financeiros das casas bancárias na hora da distribuição das referidas cédulas. Esta descoberta ora divulgada, veio a sanar em definitivo estas dúvidas. Venho salientar, que talvez, alguns colecionadores mais avançados já tinham este conhecimento, embora pouco ou nada divulgado.

Fica claro, agora, que estas assinaturas (autógrafos) seguiam um rigoroso controle por parte da Caixa de Amortização no período do Império do Brasil, divulgando-se os nomes dos agentes que tinham assinado tais cédulas e em quais quantidades e em qual ordem de numeração. Eram publicados editais dando este ordenamento de assinaturas ocorridas destes agentes, todos os anos.

Confesso que para meus parcos conhecimentos sobre a matéria, foi de uma descoberta ímpar e vejo até, que com a divulgação para todos, poderá haver uma mudança na forma que se colecionam tais cédulas, assim, como já se faz, nas moedas, onde a divulgação de que determinada moeda tenha sido cunhada em pequena quantidade, atinge valor maior em relação daquelas que existem em grande quantidade.

Estes editais eram distribuídos para todas as casas bancárias, com assinatura do Inspetor Geral da Caixa de Amortização, pois, quando aparecessem tais cédulas em circulação poderia haver conferência sobre a numeração e a conseqüente assinatura ( autógrafo). Embora, esta divulgação se dava por edital somente no ano subsequente, das cédulas que entravam em circulação e com suas assinaturas ( autógrafos). Era um avanço e tanto para os contrôles da época.  

O edital que divulgo agora do ano de 1857, impresso pela TYPOGRAFIA NACIONAL no Rio de Janeiro, divulgando os dados de 1856 e devidamente assinado pelo Inspetor Geral Interino, o Comendador Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim, que foi Contador da Caixa de Amortização e nesta ocasião assinou como Inspetor Interino.

Acabei me aprofundando um pouco mais em minhas pesquisas, pois no sítio da INTERNET, divulgado pelo Ministério da Fazenda, traz os nomes dos Inspetores Gerais da Caixa de Amortização e lá, não relaciona o nome do Comendador Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim, como Inspetor Geral, mesmo interino, naquele período.

Aí consegui descobrir que o nome de Miguel Cordeiro da Silva Torres, estava também na relação dos agentes da Caixa de Amortização, que assinavam tais cédulas do Império. Descobri também que o cidadão era filho do Visconde de Jerumirim, cujo Visconde foi Ministro de Guerra do Brasil entre 1824 e 1828. Descobri que o mesmo foi Contador da Caixa de Amortização e tinha um título nobiliárquico de Comendador, e que indubitavelmente, o mesmo veio a assinar tal edital como Inspetor Geral Interino, mesmo que não conste oficialmente no site do Ministério como tal, pois, era funcionário de carreira daquela instituição e plausível de que na falta do Inspetor Geral, tenha assinado como Interino, como o fez, assinando tal edital.

Texto: João Gualberto Abib








Este Edital original do ano de 1856/1857 está a venda por R$ 2.500,00 Reais. Quem quiser ter esta raridade em suas mãos, entre em contato por e-mail abibonds@onda.com.br e se comunique com João Gualberto Abib



03/02/2011

PARNAGUÁ NÃO É PARANAGUÁ NO PARANÁ E SIM NO PIAUÍ.


Obs. Texto publicado originariamente no Boletim da Sociedade Numismática Paranaense de nº 44  de janeiro de 2011 - folhas 31 a 33.


PARNAGUÁ não é PARANAGUÁ, assim como o Barão de Paranaguá, e depois, Marquês de Paranaguá, João Lustosa da Cunha Paranaguá, não tinha nada de ligação com a cidade de Paranaguá no estado do Paraná.

Vejam abaixo, a pesquisa extraída da Wikipédia:

“Parnaguá é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 10º13'39" sul e a uma longitude 44º38'21" oeste, estando a uma altitude de 334 metros. Sua população estimada em 2004 era de 9 719 habitantes. Possui uma área de 3282,7 km². Cidade histórica, considerada um dos municípios mais antigos do Piauí. No passado, era chamada de "Vila de Nossa Senhora do Livramento de Paranaguá", elevada à município, foi rebatizada com o nome de Parnaguá - havendo assim uma pequena alteração no seu nome final de Paranaguá para Parnaguá.Terra natal de João Lustosa da Cunha Paranaguá (Marquês de Paranaguá), figura ilustre e de destaque no cenário nacional, do Brasil Império, bem como de seus irmãos: Barão de Paraim e o Barão de Santa Filomena. O Marquês acrescentou o Paranaguá como seu último sobrenome, em homenagem a localidade, passando a chamar-se João Lustosa da Cunha Paranaguá. Nesse município se localiza a maior e mais bela lagoa de todo o estado do Piauí, a lagoa de Parnaguá.”

Porque faço este esclarecimento?? Porque no número anterior do Boletim da Sociedade Numismática Paranaense, que leva o número 43 de Outubro de 2010, às folhas 47, . com o título ANO 1851 – NOME DO FABRICANTE E OU INTRODUTOR DE MOEDA FALSA, NO IMPÉRIO DO BRASIL, relatei um documento histórico onde dava o nome do falsificador de moeda falsa, no caso o Sr. José da Rocha Medrado, como sendo de PARANAGUÁ, do Paraná, mas na verdade, é de PARNAGUÁ, no Piauí.

Peço desculpas ao leitores daquele texto publicado, onde atribuí sendo o cidadão da cidade de PARANAGUÁ, mas não me ative a observar melhor o documento e fazer as pesquisas devidas e descobrir que tratava-se do Piauí e não do Paraná.


Mas continuando a história, divulgo a imagem de outro documento, também acerca do FALSIFICADOR SR. MEDRADO, de PARNAGUÁ do PIAUÍ, agora do ano de 1850, assinado pelo Ministro dos Negócios da Justiça em 22 de Julho, onde pede ao Presidente da Província do Piauí, em caráter RESERVADÍSSIMO, como se observa no documento acima à esquerda::

“ Remeto a V. Excia. para sua inteligência e governo a cópia inclusa do aviso desta data dirigido ao Vice-Presidente da Bahia, acerca do MEDRADO, indiciado como fabricante e introdutor de moeda falsa de ouro. Verá V.Excia o que também se determina acerca de ..........esperando o governo que V,Excia aplicará o maior cuidado e diligência sobre o assunto. Como MEDRADO tem passado a mesma moeda em PARNAGUÁ, o Juiz de Direito desta Comarca está autorizado para processá-lo, se de fato a introdução de tal moeda tiver sido feita na mesma Comarca, embora resida ele em outra Província, e convém que isto faça tanto mais que o Julgamento desse crime não depende hoje do Júri, e sim do Juiz de Direito pela Lei de 2 de Julho corrente. ass. Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara – Ministro dos Negócios da Justiça 22 de Julho de 1850.


(vejam a imagem do 8º documento)

Texto e pesquisa de João Gualberto Abib.

ANO DE 1834 CHEGADA DAS CÉDULAS PARA O TROCO DO COBRE NA PROVÍNCIA DO PIAUÍ ( e não 1837)

Obs. Texto publicado originariamente no Boletim da Sociedade Numismática Paranaense de nº 44  de janeiro de 2011 - folhas 29 a 31.


No número anterior do Boletim da Sociedade Numismática Paranaense, que leva o número 43 de Outubro de 2010, às folhas 39 a 52, fiz publicar uma série de 6 documentos históricos, dos anos de 1837 – 1845 – 1850 – 1851 – 1852 e 1854, os quais tratam de assuntos relacionados com cédulas e moedas daqueles períodos.



Entretanto, o primeiro dos documentos relatados, o de 1837, relatei sobre a possibilidade de que embora o primeiro ano das primeiras cédulas brasileiras foi o ano de 1833, (cédulas para o troco do cobre), talvez, a primeira remessa deu-se somente no ano de 1837 na Província do Piauí, com quatro anos de atraso. Por aquele documento divulgado, também deixei em aberto no último parágrafo (folhas 41) “ Aqui perdurará uma dúvida, para que no futuro, pesquisadores e estudiosos da Numismática Brasileira venham a elucidar esta questão.”



Pois bem, ocorreu que a vontade de descobrir uma resposta foi tanta, que continuando minhas pesquisas em documentos históricos, acabei encontrando outro documento, agora do ano de 1834, assinado também pelo Barão da Parnaíba, como Presidente da Província do Piauí, enviado para o Vice-Presidente da Província do Maranhão Exmo. Sr. Raimundo Filippe Lobato, informando o seguinte:



“ Em resposta ao oficio de V. Excia, sob número 23 na data de 4 de junho último, remetendo-me em conformidade das Imperiais Ordens pelo intermédio do Juiz de Direito da Comarca de Aldeyas Altas um Caixote com Cédulas, e conhecimentos para o troco da moeda de cobre nesta Província, tenho a honra fazer certo a V. Excia, da recepção da recepção do dito Caixote, que acompanhado de ofício do referido Juiz de Direito me foi entregue por Ernesto José Baptista, que desta Província havia ido a Caxias; não se me havendo comunicado por ora, despesa alguma feita com semelhante condução.” Oeiras, 11 de Agosto de 1834.



(vejam a imagem do 7º documento)



Assim, com a descoberta deste documento, fica esclarecida a chegada das primeiras cédulas para o troco do cobre, na Província do Piauí. Mas, encurtado o tempo da chegada, pelo artigo publicado no Boletim anterior, de quatro para apenas um ano ou até menos, pois, se enviado no dia 04 de junho de 1834 e chegou em 11 de agosto de 1834, e como a cédula foi criada no ano de 1833, não se sabe direito o mês, mas caso tenha sido fabricada em dezembro de 1833, estas, certamente, chegaram em sete ou oito meses da data da suposta fabricação das cédulas. Dá inclusive para apostar que esta seria a primeira remessa destas cédulas, pois o documento diz numa parte “ .....e conhecimentos para o troco da moeda de cobre nesta Província.”



Com estas revelações, o título daquela matéria então publicada, deveria ser ANO DE 1834 – CHEGADA DAS CÉDULAS PARA O TROCO DO COBRE NA PROVÍNCIA DO PIAUÍ. ( e não 1837).



Uma descoberta e tanto para a Numismática Brasileira.



Texto e Pesquisa de João Gualberto Abib.

24/12/2010

Mensagem de NATAL de ABIBONDS - JOÃO GUALBERTO ABIB - CONSULTAC

Prezados Amigos, Clientes e Amantes da Numismática e da Filatelia Brasileira:

Pensei muito sobre o que dizer aos amigos, neste período de Natal. Depois de inúmeras reflexões sobre a vida, vejo o quanto é difícil dizer algo que nada tenha sido dito pelas milhares de mensagens recebidas neste período, por e-mail. Mas nem por isto, vou deixar passar em branco.

Desejo a todos os amigos, familiares e clientes da numismática e filatelia, que Deus nos dê forças nos momentos difíceis, que nos dê a devida compreensão dos fatos, que transformemo-nos em mágicos na operação de nossas vidas aqui na terra. Que esta fração de existência de todos, não seja em vão.

Que como condutores e construtores de nossas vidas, sempre pela grandeza de nossas almas, vejamos esperança naquilo que não há esperança, que transformemos descida em subida, prejuízo em lucro, tristeza em alegria, que vejamos algum sentido naquilo que não há nenhum sentido e, principalmente, nos dê força e saúde para enfrentarmos nossos medos e na construção das coisas a que nos propomos.

Afinal esta é a vida. Empreendemos as atividades pessoais e profissionais, cotidianamente e nem por isto todos terão sucesso material, mas com certeza, muitos apreendem seu lado espiritual.

Todos se iniciam de diversos ângulos, mas, com resultados diferentes. Entretanto, somos sabedores que o sucesso depende de nosso estado de espírito inicial. Mudar isto para melhor, é se voltar para nós mesmos, dando valor as pequenas coisas em nossa volta, como perceber as cores, o cheiro, o sabor, o verde das plantas, o canto dos pássaros, o barulho ou o silêncio e outras inúmeras coisas singelas e, especialmente, a alegria da alma das pessoas ao nosso redor. Nestas pequenas observações é que surgem idéias e oportunidades, para isto, temos que estar preparados espiritualmente e desarmados de quaisquer fraquezas que prejudiquem nosso crescimento, seja material e ou espiritual.

Natal é isto, é fazer com que reflitamos sobre nossa existência, é o período que vemos nossos familiares mais pertos, neste convívio mais próximo, que nos recarregaremos de energia para enfrentarmos, afinal, tudo de novo, no próximo ano.

Assim, construímos nosso futuro e a esperança em nossos semelhantes. Uma das formas de ver sentido naquilo que não parece ter sentido nenhum.

È a VIDA que nos impulsiona.

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO A TODOS.

24 de Dezembro de 2010 –

João Gualberto Abib – ABIBONDS – CONSULTAC

25/08/2010

DESCOBERTA DE "FABULOSO TESOURO" EM CURITIBA.

Aos domingos, como de costume, frequento o Largo da Ordem em Curitiba e sempre atento as coisas da numismática. Relatei aos amigos presentes, que no dia anterior,  dia 21 de agosto de 2010, estive no encontro promovido pela Sociedade Numismática Brasileira e lá, o grande burburinho do momento, era a descoberta ocorrida em Salvador, na Bahia, das moedas de ouro de 6.400 Réis e o 600 Réis série "J" em prata, ambas do ano 1758 da casa monetária "B", em estado "flôr de cunho".  Dentre estes amigos presentes, o amigo Ernâni Costa Straube fez lembrar da descoberta do Tesouro em Curitiba no ano de 1957, e assim, publico abaixo, para apreciação dos leitores. 


DESCOBERTA DE "FABULOSO TESOURO" EM CURITIBA.


Ernâni Costa Straube – Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, texto originariamente publicado no Boletim do IHGPR – Vol LIX – 2008.


No sábado, 19 de outubro de 1957, os operários contratados pela firma "Dias Martins S.A.", proprietária de um armazém na Rua Visconde de Guarapuava, 2807, em Curitiba, procediam à demolição de um prédio residencial de alvenaria, de um pavimento e sótão, adquirido em 1955 e localizado na Rua André de Barros, n.° 720, para a construção de novo edifício.

Tudo corria normal e tranqüilamente quando, ao retirarem o forro do andar térreo, depararam com um pacote de apreciável dimensão, envolto em papel de jornal bastante amarelado. Com curiosidade e avidez, desembrulharam o pacote, em cujo interior encontraram 880 libras esterlinas "de ouro".

A libra esterlina era e é a moeda circulante no Reino Unido (Inglaterra, etc.) e tem alto valor monetário, superior ao dólar americano. Considerada a quantidade de moedas, evidentemente, isso causou um frenesi nos operários. Imediatamente vislumbraram a oportunidade de aquisição de casa própria, bens de consumo e os sonhos foram às alturas...

Três dos operários, Antônio D.S., Manoel J. S. e ildefonso G., que encontraram o embrulho, procuraram dividir o achado em partes iguais, sem beneficiar os demais que ali trabalhavam, afastando-se da obra e tomando destino desconhecido. Os demais operários, inconformados com essa divisão, imediatamente procuraram o mestre de obras tendo este levado quatro moedas ao gerente da firma, Sr. Júlio dos Santos, que por sua vez dirigiu-se à Central de Polícia, na Rua Barão do Rio Branco e lá, junto ao Delegado, Dr. José de Almeida Pimpão, titular da Delegacia de Falsificações e Defraudações em Geral, formulou queixa.

O gerente, defendendo os interesses da firma, questionava o direito da "Dias Martins", na metade do "tesouro". A polícia imediatamente determinou a procura dos três operários, cujos endereços foram fornecidos pelo gerente. Não foram encontrados, pois provavelmente tinham entrado em "férias" do serviço e achavam-se festejando a sorte grande.

Alguns dias depois, dia 24, os três operários compareceram à Delegacia e entregaram as 880 moedas de libras esterlinas. Na ocasião, justificando o procedimento que tomaram, alegaram desconhecer a obrigação de dar metade das moedas para a firma para a qual trabalhavam e proprietária do imóvel em demolição e que ao se aperceberem da importância do achado, pensaram em aquinhoar os demais companheiros com algumas moedas.

O achado, segundo entendidos e a imprensa divulgou, teria o valor aproximado, na época, de um milhão de cruzeiros.

Falando à reportagem dos jornais "A Tribuna" e "Estado do Paraná", o carpinteiro Antônio declarou que, não tendo casa própria, iria adquirir um imóvel para a família; o pedreiro Manoel manifestou a intenção de construir sua casa e Ildefonso, desejava permutar sua casa por outra mais confortável, além da aquisição de outros bens.

Na presença da autoridade policial, foi procedida a divisão, cabendo metade à firma "Dias Martins" e a outra metade aos três felizardos descobridores.

Imediatamente, correu na cidade o boato de que as moedas eram falsas. O Museu Paranaense, na pessoa do Dr. Júlio Moreira, foi procurado para dar seu parecer, sendo constatada a procedência do boato. De posse das moedas destinadas à firma, um dos diretores da "Dias Martins" dirigiu-se à capital de São Paulo, com o intuito de verificar a autenticidade das moedas e eventualmente vendê-las.

Naquela capital, ao serem minuciosamente examinadas por especialistas, foi constatado serem efetivamente falsas, cessando assim o interesse dos possuidores do "tesouro"; e os sonhos de ouro se desfizeram...

Em Curitiba, surgiram pelas esquinas vendedores de "libras esterlinas", presumivelmente as encontradas no casarão, pois não era corrente e comum a existência desse tipo de moeda na cidade. Esse foi certamente o clímax apropriado para os malandros entrarem em ação, enganando não só pessoas honestas como casas de crédito, vendendo-as abaixo do valor real. No exame superficial das características e do peso de cada moeda, podia-se verificar não corresponderem às libras verdadeiras.

Evidentemente, a polícia foi acionada para coibir o golpe.

Vamos agora à verdade histórica... Em 1888, Militão José da Costa, adquiriu de Joaquim Ventura de Almeida Torres (Juca Tamanqueiro), por três contos de réis, um terreno com cento e vinte palmos, com uma casa de madeira nos fundos, na Rua da Misericórdia n.° 3, onde passou a residir.

Posteriormente, essa casa foi demolida e construída outra de material no alinhamento da rua, sob n.° 31, e a partir de 1923, designada como Rua André de Barros, número 259-e na época da venda, n.° 720. A casa, com frente para Rua André de Barros, ficava à direita
do rio lvo que por ali ainda passa e o terreno sujeito a inundações freqüentes.

Hoje, canalizado, o rio Ivo acha-se na Travessa da Lapa, por onde trafegam os ônibus e no local da residência foi construído o prédio adquirido posteriormente pelo SENAC.

Militão, nascido em Curitiba em 1846, casado com Balbina Baptista Ribeiro, exerceu diversas atividades profissionais, inclusive políticas. Foi alferes da Guarda Nacional de Rio Negro, como Vereador em Rio Negro assinou a ata de instalação do município, em 15 de novembro de 1870, Presidente e Procurador da referida Câmara, agente do correio naquela cidade, fiscal da Câmara Municipal de Curitiba e também em Curitiba, exerceu o cargo de Secretário da Instrução Pública, cargo em que aposentou-se.

Na data comemorativa das bodas de prata do casal, com a festa pronta, Militão veio a falecer em 31 de maio de 1895, sendo velado na casa ainda por receber a pintura.

Por registro familiar, sabe-se que Militão, possuindo certa quantia de poupança, resolvera permutar os mil réis por libras esterlinas. Sabedor que um determinado industrial curitibano teria condições de efetuar essa transação, fez a troca. Posteriormente, veio a descobrir que as moedas eram de fabricação caseira do referido industrial e a fim de não ser taxado de vítima de um golpe, comprometendo sua honradez e respeitabilidade, embrulhou as libras, retirou o espelho da escada que levava ao andar superior e lançou o pacote à distância, entre o forro e o piso do sótão, onde fora encontrado. Sua mulher Balbina, falecida em 1928, e os filhos tinham conhecimento de que Militão teria enterrado as moedas no quintal da propriedade, em local desconhecido.

E o "tesouro" ficou esquecido, por muitos anos, por desconhecimento dos familiares de sua localização.

O imóvel foi transferido para seu filho, Professor Brasílio Ovídio da Costa, e após seu falecimento em 1946, para os herdeiros. No ano de 1955, a propriedade foi vendida para a referida firma "Dias Martins" que construiu um prédio de dois pavimentos onde se instalou e atualmente sedia o "SENAC".

Na ocasião do fato relatado, o filho de Brasílio Ovídio, o advogado Brasílio de França Costa, procurou o Delegado de Falsificações e Defraudações esclarecendo o que a família sabia a respeito, acreditando-se inclusive que esse dinheiro tivesse sido enterrado no quintal da casa e assim encerrou-se esse episódio da descoberta de um "tesouro" em Curitiba que agitou toda a cidade, tomando as manchetes dos jornais locais e foi motivo de muitas conversas nos cafés na década de cinqüenta.



25/07/2010

ANO 1854 - MAIS UM FALSÁRIO DE CÉDULAS DO THESOURO APORTA NO BRASIL.


Ministro dos Negócios da Justiça do Império do Brasil, José Tomás Nabuco de Araújo Filho, Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 1854, comunica ao Presidente da Província do Piauhy, (em caráter reservado), “ Constando que José Maria da Costa ou José Maria Leite, subdito Portugues, tendo-se evadido da torre de São Julião em Portugal, procurava terras do Império para refugiar-se, e tendo certo que esse indivíduo, quando morador em Barcelos, Província do Minho, falsificava notas do Banco de Lisboa, e também do Thesouro do Brasil, manda o Governo Imperial, que V. Excia, expeça as ordens convenientes para descobrir, se ele, se acha nesta Província, e ser vigiado escrupulosamente e seu procedimento, convindo que, no caso de retirar-se para outra, V. Excia, comunique ao respectivo Presidente. Em tempo lhe serão enviados os sinais do referido José Maria da Costa ou José Maria Leite ”.

Vejam amigos leitores deste BLOG, em 1854, mais falsários de cédulas, tanto portuguesas, como as brasileiras, aportavam no Brasil, e o Governo Imperial, não media esforços para vigiá-los.

Por este documento, mais um nome, neste caso, de um cidadão de origem Portuguesa, se divulga, para o conhecimento dos amantes da numismática Brasileira.

Vejam com atenção o documento histórico de 1854, o qual faz parte de um acervo de seis documentos, dos anos de 1837 – 1845 – 1850 – 1851 – 1852 e o último de 1854, todos documentos oficiais, assinados por então, Ministros dos Negócios da Justiça do Império do Brasil, versam sobre o assunto de cédulas e moedas e falsidades destas, que foram divulgadas em texto e imagens, separadamente, para o conhecimento dos amantes da numismática brasileira.

O possuidor deste acervo de documentos, nos cedeu gentilmente as imagens, embora, todo o acervo esteja a venda separadamente, mas como meus parcos recursos não pode cobrir estas aquisições, já fico feliz em poder divulgar o conteúdo dos mesmos.

Preço deste documento que o possuidor autorizou vendê-lo, separadamente do conjunto, exatamente este da imagem divulgada, antes que me perguntem, é de R$ 2.500,00 Reais, e logicamente, já está incluída minha comissão.
Boa Leitura a todos.

João Gualberto Abib

abibonds@onda.com.br


José Tomás Nabuco de Araújo Filho


Biografia - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


José Tomás Nabuco de Araújo Filho (Salvador, 14 de março de 181319 de março de 1878) foi um magistrado e político brasileiro. Era filho do também senador José Tomás Nabuco de Araújo e pai do historiador, diplomata e político abolicionista Joaquim Nabuco.
Foi deputado geral, presidente de província, ministro da Justiça e senador do Império do Brasil de 1858 a 1878.


Como jurisconsulto, foi-lhe confiada pelo Governo Imperial, em 1872, a incumbência estafante de organizar um projeto de Código Civil para o país, já que o projeto de Teixeira de Freitas não teve o êxito adequado. Seu Código, segundo ele mesmo, não seria criação de um puro filósofo e, sim de um estadista, pois mais se preocupava do efeito prático da legislação, do seu alcance social, da clareza, compreensão e vastidão da lei, do que da metafísica do Direito. Por essa e outras razões, sua obra, de codificador, seria diferente da de Teixeira de Freitas, pois Nabuco de Araújo jamais se isolara do Direito, considerando-o sempre como uma relatividade social, subordinada à existência da comunhão. Sua morte, contudo, impediu-o de realizar tal designação. [1]


Seu filho consagrou-lhe o livro Um estadista do Império, considerado uma das grandes obras de referência para se conhecer a história da política brasileira.





Ano 1852 Moedas Falsas de Portugal, Espanha e Inglaterra vindo ao Brasil


Ministro dos Negócios da Justiça do Império do Brasil, José Ildefonso de Sousa Ramos, Barão das Três Barras, Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 1852, comunica ao Presidente da Província do Piauhy, (em caráter reservado), “ Por comunicação da Legação Imperial em Portugal, teve o Governo, notícia de se terem descoberto na cidade do Porto, vários cunhos de moeda Portuguesa, Inglesa e Espanhola, todos perfeitos, sendo porem da maior perfeição os de soberanos ingleses, também se descobriu e apreendeu, uma porção de moedas falsas já cunhadas. Cumpre, pois, que V. Excia, tome as necessárias providências para prevenir a entrada de tais moedas, nessa Província, e igualmente, para fazer capturar os introdutores.”
Vejam amigos leitores, mais notícias sobre falsificação de moedas, agora as de Portugal, Espanha e Inglaterra, vindo ao Brasil em 1852.

Vejam com atenção o documento histórico de 1852, o qual faz parte de um acervo de seis documentos, dos anos de 1837 – 1845 – 1850 – 1851 – 1852 e o último de 1854, todos documentos oficiais, assinados por então, Ministros dos Negócios da Justiça do Império do Brasil, versam sobre o assunto de cédulas e moedas e falsidades destas, que foram divulgadas em texto e imagens, separadamente, para o conhecimento dos amantes da numismática brasileira.

O possuidor deste acervo de documentos, nos cedeu gentilmente as imagens, embora, todo o acervo esteja a venda separadamente, mas como meus parcos recursos não pode cobrir estas aquisições, já fico feliz em poder divulgar o conteúdo dos mesmos.

Preço deste documento que o possuidor autorizou vendê-lo, separadamente do conjunto, exatamente este da imagem divulgada, antes que me perguntem, é de R$ 2.500,00 Reais, e logicamente, já está incluída minha comissão.
Boa Leitura a todos.

João Gualberto Abib

abibonds@onda.com.br



Biografia extraída da WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre.


José Ildefonso de Sousa Ramos, barão das Três Barras e 2.º visconde com grandeza de Jaguari, (Baependi, 28 de setembro de 181223 de julho de 1883) foi um advogado e político brasileiro. Formou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em 1834.
Foi deputado geral, presidente das províncias de Piauí, Minas Gerais e Pernambuco, ministro da Justiça e senador do Império do Brasil de 1852 a 1883. Foi também conselheiro da seção de justiça do Conselho de Estado em 1872, emitindo parecer pela cessação da escravidão nos casos de graça imperial para crimes com prisão perpétua.
Filho de Tomé Venâncio Ramos e de Ana Leonor de Sousa, casou-se com Henriqueta Carolina de Sousa Ramos. Cavaleiro e grã-cruz da Imperial Ordem da Rosa e comendador e grã-cruz da Imperial Ordem de Cristo, recebeu o baronato por decreto imperial de 19 de outubro de 1867, cujo nome provém de sua fazenda em Valença, e o viscondado com grandezas por decreto imperial de 15 de outubro de 1872.