27 de out de 2008

NUMISMATA, JOGADOR COM INCERTEZA NOS RESULTADOS

O numismata é uma pessoa estranha, geralmente, passa anos adquirindo peças para sua coleção, algumas vezes, resolve fazer um leilão de suas peças e sempre afirmando: "juro que não vou mais colecionar". Tão logo que suas peças são leiloadas, passa novamente a fazer novas coleções. Isto tudo, quando não vira de uma hora para outra um comerciante de peças numismáticas e assim, passa a viver deste mercado. Muitos, nestes momentos, sequer sabem se perderam ou ganharam entre suas compras e vendas.

Existe um outro tipo, que já atuou em várias atividades e já está sem muito o que fazer, e vê uma grande oportunidade de atuar num mercado para poucos, mas iluminados, e com uma certa garantia de obter um certa renda, ou até uma renda extra, na atual fase de vida e assim, atua na numismática com este fim. Tanto pode ter um final feliz, como um infeliz nos seus resultados.


Observa-se também, um outro tipo, que não depende de nenhuma forma, fazer recursos financeiros de suas peças, e este, passa apenas a comprar, comprar e comprar. Na grande maioria, é pessoa de alto poder aquisitivo, já aposentado, ou até na ativa, que não tendo mais no que investir, passa a adquirir sem muito critério de preço, e assim, faz uma grande coleção de peças raras. Mas não se importa se terá resultado positivo ou negativo no final.


Existe ainda o oportunista, aquele que vendo que dispõe de algum recurso, e não tendo mais no que investir, imagina que se comprar um estoque de peças numismáticas, a preços de atacado, acredita que vendendo estas, de forma fracionada, fará um grande investimento com um provável grande lucro. Com muita sorte consegue algum resultado positivo nesta empreitada.


Entretanto, todos, sem nenhuma exceção, já compraram gato por lebre. Quem é o numismata que não comprou determinada peça e na hora de avaliar se fez um bom ou um péssimo negócio, frustrou-se com sua compra? Alguns, até guardam grandes traumas psicológicos em suas vidas, contraídas, em sua longa ou curta fase do colecionismo numismático. Tenho amigos que guardam mágoas de alguns veteranos comerciantes, que se comportaram como verdadeiros algozes durante longos anos, e agora, é vista claramente que foi esta, a fase do "pedágio" que tiveram que pagar.


Uma coisa é certa e unânime, todos, mas todos mesmo, já pagaram por um "pedágio", seja grande ou pequeno, para aprender um pouco, digo, pouco, pois não conheço nenhum colecionador que saiba tudo e de vez em quando, não volte a pagar "pedágio" novamente, não importando até sua longa experiência e conhecimento do ramo. Vacilo, todos acabam dando, mais de uma vez neste mercado.


Por outro lado, se existe o famoso "pedágio", existe também, aquele grande negócio, que geralmente acontece de caso fortuito, na compra de algum lote, que no meio deste, sempre vem uma peça especial, que traz e faz a alegria e a felicidade de todo numismata. Parece até um prêmio nesta hora para amenizar um pouco do prejuízo, pelas peças mal adquiridas, durante ao longo dos anos.


Quase todos colecionadores têm uma história para contar, seja de frustração e ou alegria, de vacilo ou de perspicácia, vivida dentro deste mercado.


Esta incerteza, digo, sim INCERTEZA, que tanto pode inclinar para o lado da alegria ou da tristeza, é que é o grande jogo, sim, repito, JOGO, a numismática, também não deixa de ser um jogo, e como todo jogo, pode VICIAR, ENRIQUECER OU EMPOBRECER.


Mas como um JOGO, deve ser bem dosado e interpretado o exercício da INCERTEZA. Quem não conhece aquele numismata, que entrou com tudo, de ajuntador, virou colecionador, de colecionador virou comerciante, alguns até COM PUBLICAÇÃO DE CATÁLOGOS, e depois, por desgraça perdeu-se tudo e saiu do ramo?? só ficaram os catálogos.
Quem não conhece até, aqueles que já foram grandes colecionadores em algum período e hoje não querem nem ouvir falar em numismática. Aliás, se entrar nesse assunto, tem grande chance de se perder o amigo.


Com certeza, estes, também, carregam grandes traumas em suas vidas, além de terem feito uma grande carreira no mercado numismático, chegaram no ápice em determinada época, e hoje, alguns, por afastamento total do mercado, e até dos amigos, sequer sabemos notícias ou se já faleceram ou não. É um caso a ser estudado até do ponto de vista psicológico e social.


A numismática é virtuosa, para o bem ou para o mal. Conheci pessoas que há mais de 10 anos atrás, investiram grandes recursos, num consórcio de numismatas, em S. Paulo, e vendendo imóveis de suas propriedades, investiram uma pequena fortuna apostando na alta da prata, e assim, além de comprarem moedas de prata de várias origens, passaram até a comprar prataria em geral, e juntaram mais de uma tonelada do material. Passado dez anos, os imóveis triplicaram de valor e a prata, mostrou-se um mal negócio, mesmo tendo subido quase 80% do valor no período.


Isto sim que é um JOGO, neste caso, foi prejuízo, mas na mesma época, outros numismatas passaram a comprar dobrões de ouro, e estes, se valorizaram bem mais que os imóveis, subindo quase 400% de seu valor. Este é o verdadeiro JOGO do mercado, mas afinal, todo e qualquer tipo de investimento baseia-se na incerteza e a numismática não poderia ser diferente.


Aquela figura do numismata, que compra peças baratas ao longo dos anos, e que seus investimentos neste tipo de colecionismo são dosados pela compra segura de apenas uma fração de seus salários, onde passam 10 - 20 e até 30 anos, para se fazer uma coleção, está cada vez mais raro no mercado, pois até estes, no meio do caminho, desistem de tudo e vendem suas coleções e estas, certamente, quando vendidas, sempre será por preço corrente do mercado, pois comprando peças unitárias ao longo do anos, praticamente, paga-se um pedágio permanente até o final. Certamente, para estes, será aferido resultado negativo sempre, entre compra e venda.


A melhor fórmula de se fazer uma coleção, é aquela que se compra GRANDES LOTES, e se vende "parte" deste mesmo lote, assim, toda e qualquer peça que se vai acrescentando em sua coleção, esta, certamente, vai ficando subsidiada pelo lucro já auferido pelas peças que já foram vendidas. Garante-se nesta modalidade de colecionismo, a substituição permanente por peças melhores em conservação, daquelas já inseridas na coleção. Esta é a vantagem de o colecionador, nesta modalidade, ser também um comerciante, onde poderá carrear sempre as peças já descartadas de sua coleção para o mercado e de subsidiar permanentemente suas novas compras.


Aquele ditado que diz: "dinheiro faz dinheiro", aplica-se muito bem nesta atividade, mas nunca devemos nos esquecer, para segurança de todos: JOGO, INCERTEZA E RESULTADO, são inerentes da própria atividade numismática, mas, para que este resultado seja POSITIVO, e para que os riscos sejam minimizados, o estudo e o saber numismático poderão equacionar um pouco das incertezas que virão e, principalmente, da qualidade daquilo que se compra e se insere nas coleções.


Texto de Joao Gualberto Abib, inserido originariamente neste BLOG

24 de out de 2008

CRÍTICAS CONSTRUTIVAS À ATUAL DIRETORIA DA S.N.P.

Hoje, dia 24 de Outubro de 2008, dia que acontece a Reunião Especial na sede da SNB – Sociedade Numismática Brasileira, para cujo evento fui convidado e infelizmente, por motivos de saúde, não poderei estar presente.

Também dias atrás, nos dias 16, 17 e 18 de outubro aconteceu o encontro do Clube Filatélico e Numismático de Taquara, no RS, e lá também, não pude estar presente. Uma pena, pois queria rever os amigos e colocar os assuntos em dia e não pude participar daquele tão brilhante e organizado evento do Rio Grande do Sul.

Já, no encontro do Paraná, promovido pela SNP - Sociedade Numismática Paranaense, que ocorreu nos dias 26 e 27 de Setembro de 2008, estive presente, mas infelizmente o evento ficou prejudicado de público, pois nas mesmas datas, estava acontecendo o encontro fora do calendário numismático de 2008, em Blumenau – SC, e lá, pelas notícias que tivemos, estava bem melhor que o encontro do Paraná. Deveria estar mesmo, pois são inúmeros os associados e até diretores da Sociedade Numismática Paranaense, que embora tenham prestigiado com suas presenças no primeiro dia no encontro do Paraná e já no segundo dia, estiveram no encontro de Blumenau.

Houve até comerciantes que colocaram mesa de negociação no Paraná, mas logo perceberam que a falta de público atrapalharia seus resultados e no segundo e terceiro dia, estiveram com mesa em Blumenau.

Isto tudo é um sinal, um aviso, para a atual diretoria da SNP, que mudanças devem ocorrer, e ressalte-se, mudanças rápidas e radicais.

Eu mesmo, por não ter tempo, tampouco saúde, disponíveis, achei por bem solicitar meu desligamento da Diretoria da SNP, não poderia ter agido diferentemente, pois, certamente, sentiria-me constrangido, em ter cargo de Diretoria e nada fazer pela SNP. Um cargo de Diretoria não pode ser FIGURATIVO, têm que se agir de fato, dentro daquilo que o cargo passa a exigir. Isto depende o sucesso de uma organização como a SNP.

O que eu não consigo entender, é que dentro da composição dos cargos de DIRETORIA da SNP, que sinceramente, não consigo entender a razão, tampouco a explicação, se é que há alguma explicação para tal, de alguns Diretores que muitas vezes, passam meses sem aparecer, e quando aparecem nada fazem. Patente fica para mim, que só isto, já é uma resposta do atual estágio da SNP.

Quando existe sucesso absoluto em uma organização, explica-se aquela máxima, “em time que está ganhando não se mexe”, mas em time que dá sinais de enfraquecimento a cada dia que passa, já está mais do que na hora de fazer mudanças.

Estes Diretores FIGURATIVOS e que não podem fazer algo pela sociedade, deveriam ter a hombridade de fazer o que eu mesmo fiz, peçam suas demissões, abram espaços para os que querem fazer, ou por outro lado, assumam por inteiro suas funções. Só assim, o time começará a dar sinais de força e vitalidade e com isto dar a volta gloriosa que se espera da SNP de outrora, com encontros numismáticos que ficam na história e verdadeiramente com SUCESSO garantido.


Confesso que eu pedi ao Marcos Lepca, numa destas reuniões da SNP, num sábado, que demitisse todos os diretores que nada fazem pela Sociedade, mas mesmo assim, ninguém foi demitido e tudo transcorre na mais harmoniosa PAZ entre todos os diretores da SNP e seu Presidente.

A quem interessa que tudo fique como dantes no quartel de abrantes? Para que mudanças, afinal?? Os Encontros são um sucesso absoluto. Os mesmos, a cada ano que passa está crescendo com um público cada vez maior. Os comerciantes que colocam mesa de negociação, não têm do que se queixar, pois fazem vendas fantásticas, e seus lucros cobrem todos os custos de mesa, hotel e viagens. É o ilusionismo sendo operado a todo vapor.

Nada me surpreenderia, se aos poucos, daqui por diante, os atuais membros da SNP, começassem a pedir suas baixas como sócios, pois, até 60 a 70 Reais anuais, podem fazer falta para muitos se os encontros continuarem como estão.

Só para lembrar, a SNP foi fundada em 1991 e já faz 17 anos de existência. Neste período só tivemos dois Presidentes, um, o saudoso Cícero de Lima e o atual, Marcos Lepca.

Ou mudanças acontecem rapidamente ou os acontecimentos farão as mudanças, como o esvaziamento de público, de comerciantes e até de sócios junto da SNP.

15 de out de 2008

FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE ALFÂNDEGA DE 1835 a 1837 - 1ª PARTE


Compreende-se o período de registro deste diário do dia 21 de junho de 1835 a 29 de dezembro de 1837, num total de 145 páginas, registradas por funcionários graduados da Alfândega de Rio Grande e de S. José do Norte na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.
Nestas 145 folhas de registro, coincide com o tempo conturbado que viveu a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, pelo movimento dos rebeldes, capitaneada pelo então Coronel Bento Gonçalves da Silva, que servindo ao Império Brasileiro, resolve se rebelar e organiza um movimento armado e político para a independência da Província e a fundação da República Rio-grandense. Sonho que durou de 1836 a 1845.
Conforme prometido e em partes, vamos publicando estes fragmentos:


PARTE I


Ilmo. Snr. Para bem satisfazer a requisição que me faz o Snr. Coronel Bento Gonçalves da Silva, cumpre que V. Sª. me informe com a brevidade possível, se o ex Presidente Braga mandou retirar desta repartição as Letras e o dinheiro arrecadado até o dia do seu embarque bem como o quanto existe em dinheiro e Letras no cofre desta repartição até hoje. Deus guarde a V. Sª. Alfândega do Rio Grande, 23 de outubro de 1835 = Ilmo. Snr. José Joaquim Leite de Castro 2º escriturário servindo de ajudante do Inspetor da Alfândega desta cidade e São José do Norte = O escrivão servindo de inspetor Antonio dos Santos Paiva.


Ilmo. Snr. = Acuso a recepção do ofício de V. Sª. datado em 22 do corrente mês e sobre o seu conteúdo cumpre-me responder quanto à primeira parte que o ex Presidente Antonio Rodrigues Fernandes Braga nenhum dinheiro levou consigo desta repartição e sim por ordem deste se despendeu em diferentes dias a quantia de 15:846$140. E quanto à segunda, que existe no cofre desta repartição até hoje 21:916$030, a saber: em dinheiro 4:699$646 e em Letras 17:216$72* por se não ter dado cumprimento a Portaria do Inspetor interino desta Alfândega como das cópias inclusas. Deus guarde a V. Sª. Alfândega do Rio Grande, 24 de outubro de 1835 = Ilmo. Snr. Bento Gonçalves da Silva, Coronel Comandante das Forças de Operações = O escrivão servindo de inspetor Antonio dos Santos Paiva.


Ilmo. Snr. = Tenho presente o ofício de V. Sª de ontem ao qual passo a responder: Não posso informar a V. Sª. se foi por ordem do ex Presidente Doutor Antonio Rodrigues Fernandes Braga que se retirou o dinheiro e Letras arrecadado por esta Alfândega até o dia do seu embarque e só sim posso certificar a V. Sª. que recebi do ajudante do Inspetor José Joaquim de Freitas uma chave de gaveta onde existia a quantia de três mil e quatrocentos réis em cobre e um fica (ilegível) por José Maria Nunes de dezessete mil e cem réis e vários papéis. O cofre se achava aberto, passei disso a fazer um inventário na presença do Juiz de Paz e mais empregados desta Alfândega, o que tudo fiz ver ao Ilmo. Snr. Coronel Bento Gonçalves da Silva, segundo a requisição do mesmo Snr. em data de 22 do que rege. O rendimento que depois tem havido dos Direitos arrecadados por esta Alfândega até hoje, soma a quantia de quarenta e dois mil, novecentos e noventa réis. E o quanto se me oferece informar a V. Sª. Deus guarde a V. Sª. Alfândega do Norte, 24 de outubro de 1835. = Ilmo. Snr. Antonio dos Santos Paiva, Inspetor interino das Alfândegas do Rio Grande e Norte = O 2º Escriturário servindo de ajudante do Inspetor José Joaquim de Leite e Castro. Registre-se. Rio Grande, 26 de outubro de 1835 = Santos.


Ilmo. Sr. = Remeto a V. Sª. as Certidões do rendimento desta Alfândega no mês próximo findo. Deus Ge. a V. Sª. Rio Grande, 7 de novembro de 1835 = Ilmo. Sr. Inspetor da Tesouraria desta Província = O Escrivão interino servindo de Inspetor Antonio dos Santos Paiva.


Ilmo. Sr. = Remeto a V. Sª. o Balancete demonstrativo do estado do cofre desta Alfândega até o ultimo dia outubro próximo findo. Deus Guarde a V. Sª. Rio Grande, 7 de novembro de 1835 = Ilmo. Sr. Inspetor da Tesouraria desta Província = O Escrivão interino servindo de Inspetor Antonio dos Santos Paiva.


Ilmo. Sr. = Para satisfazer a requisição do Sr. Inspetor da tesouraria Provincial, cumpre que V. Sª. me informe com urgência, que quantia em Dinheiro e em Letras se achava em cofre até o dia do embarque do Inspetor interino José Joaquim de Freitas e se este (ilegível) retirar da (ilegível) do cofre essas mesmas quantias. Quantos empregados dessa repartição se acham em licença do ex-presidente Braga, quantos existem com parte de doentes, quantos se acham na repartição sem empregos, que lugares ocupam esses na falta dos que se acham ausentes e o estado finalmente da escrituração desta Alfândega. Ds. Ge. a V. Sª. Alfândega do Rio Grande, 12 de novembro de 1835. = Ilmo. Sr. José Joaquim Leite de Castro, 2º Escriturário servindo de Ajudante do Inspetor das Alfândegas do Rio Grande e Norte. O Escrivão interino servindo de Inspetor Antonio dos Santos Paiva.


Ilmo. Sr. = Respondendo ao ofício que me foi dirigido por V. Sª. em data de 21 (ou 12?) do mês próximo findo remeto por cópia o ofício que recebi do 2º Escriturário que serve de Ajudante do Inspetor d’Alfândega do Norte e por ele verá V. Sª., o estado daquela repartição e quais os empregados que ali existem depois da retirada do ex Presidente Braga. E quanto a esta Alfândega despendeu-se por ordem do Ex Presidente a quantia de 15:866$140 Réis cujos documentos serão remetidos a Tesouraria em ocasião oportuna pela relação do ponto dos empregados desta mesma alfândega do mês próximo findo remetida no meu ofício de 7 do corrente. Conhecendo a V. Sª. quais os empregados que se acham licenciados e quais os que se conservam em ativo serviço, restando-me asseverar a V. Sª. que nesta Alfândega se acham os livros a ela tendentes escrituradas e em dia, como do relatório que necessariamente tem de dar a Comissão encarregada de inspecionar as Repartições de Fazenda desta cidade e Vila de São José do Norte. Melhor será V. Sª. informado. = Deus Guarde a V. Sª. = Alfândega do Rio Grande, 17 de novembro de 1835 = Ilmo. Sr. Inspetor interino da Tesouraria desta Província = O Escrivão interino servindo de Inspetor Antonio dos Santos Paiva.


Ilmo. e Exmo. Sr. = Foi por mim recebido o ofício de V. Sª. datado de 9 do regente mês o qual me convence da confiança que V. Excia. depositou no meu indivíduo, nomeando-me Inspetor das Alfândegas desta cidade e Vila de São José do Norte até que chegue o nomeado pelo Governo de S. M. o Imperador. Cumpre-me dizer a V. Excia. que submisso sempre às ordens dos meus superiores, passei no dia 23 do corrente a tomar sobre as minhas débeis forças o melindroso encargo por V. Excia. ordenado, certificando mais que, se no curso interino de minha administração não satisfazer completamente os deveres inerentes a tão importante emprego, posso desde já afiançar a V. Excia. que sobra em mim o desejo de acertar, o respeito à Lei e o amor ao meu país. = Deus guarde a V. Excia. por muitos anos. = Rio Grande, 24 de novembro de 1835. = Ilmo. e Exmo. Sr. Dr. Marciano Pereira (ilegível), Vice-presidente desta Província = o Inspetor interino Américo José Ferreira Cambuim.


Ilmo. Sr. = Em virtude de um ofício do Exmo. Snr. Vice-Presidente desta Província, no qual me ordena uma maior vigilância com as embarcações vindas dos Portos Estrangeiros e entrando nesta barra no dia 22 do corrente o bergantim americano Elbe e tendo eu notícia que esta embarcação conduzia moedas de cobre por contrabando mandei depositar a bordo dois guardas avulsos e dois Municipais permanentes e vendo o Capitão da dita embarcação e o Cônsul (ilegível) vir consignada as providências que havia dado a respeito, vergonhosamente tem negado aos ditos guardas até o sustento da vida o que é digno de admirar que este procedimento nasça de uma nação civilizada e tão devedora ao Brasil; por isso me vi na necessidade de mandar de terra comedoria para os ditos guardas a bordo afim de que não morressem de fome os súbditos da Nação Brasileira quando ocupados em seu serviço e espero que V. Sª. aprovará este meu procedimento e consentir que os mesmos continue afazer em idênticas circunstancias entrando esta despesa no expediente d’Alfândega respectiva. Deus guarde a V. Sª. por muitos anos. Rio Grande, 30 de novembro de 1835. = Ilmo. Sr. Joaquim Manoel de Azevedo, Inspetor interino da Tesouraria desta Província. = O Inspetor interino Américo José Ferreira Cambuim.


Ilmo. Sr. Achando-se nesta cidade um escaler que me consta custara a Nação o valor de 850$ réis e vendo eu que esta embarcação de todo se poderia perder, visto estar em princípio de ser carcomida do bicho, podendo aliás servir ainda oito para dez anos mandando-se reparar e representando-me o Escrivão desta Alfândega que tinha tencionado quanto antes Inspetor interino de mandar comprar visto a necessidade em que o dito escaler se achava, tomei por isso a deliberação com o acordo de todos os oficiais mesa, de o mandar forrar de cobre e assim mais as necessárias tintas: tudo com a maior economia possível a benefício da Nação. O que participo a V. Sª. e espero que seja aprovado este meu procedimento visto ser fundado em conservação dos bens do Estado. Deus guarde V. Sª. por muitos anos. Rio Grande, 30 de novembro de 1835. = Ilmo. Sr. Joaquim Manoel de Azevedo, Inspetor interino da Tesouraria desta Província = O Inspetor interino Américo José Ferreira Cambuim.


Ilmo. Sr. = Em virtude de informação que pude colher de que José Joaquim de Freitas, Inspetor Geral d’Alfândega de São José do Norte, atrasara por contar da Fazenda Pública, três edifícios por preços assas exorbitantes a ponto de servirem de Armazéns da mesma Alfândega com tanto escândalo e descaramento que morava no sobrado de um destes pela quantia de 40$000 réis por ano quando a Nação pagava de aluguéis pelo pequeno armazém que lhe fica por baixo, a soma de 360$000 réis anuais; julguei acertado a vista de semelhante monstruosidade determinar ao atual Inspetor José Joaquim Leite de Castro que entregasse as chaves de dois armazéns de propriedade de Serafim Ferreira da Silva e Antonio de Sá (ilegível) passando assim a Fazenda Nacional a quantia de 42$800 réis que mensalmente despendia pelo criminoso comportamento daquele Freitas cuja entrega teve lugar no dia 30 do mês corrente. Deus guarde V. Sª. por muitos anos. Rio Grande, 3 de dezembro de 1835. = Ilmo. Sr. Joaquim Manoel de Azevedo, Inspetor interino da Tesouraria desta Província. = O Inspetor interino Américo José Ferreira Cambuim.


Ilmo. Sr. = Acuso recebido o ofício de V. Sª. de 28 de novembro próximo passado que acompanhou a Ordem do Tribunal do Tesouro sob nº 59 restando-me afirmar a V. Sª. que nesta repartição somente se tem isentado da Taxa do Selo nos papéis, os despachos dos gêneros de produção brasileira exportados de umas para outras províncias = Deus guarde a V. Sª. Alfândega do Rio Grande, 4 de dezembro de 1835 = Ilmo. Sr. Inspetor interino da Tesouraria desta Província = O inspetor interino Américo José Ferreira Cambuim.


Texto Originariamente publicado no Boletim n° 34 da SNP Sociedade Numismática Paranaense - Páginas 42 a 52.


A continuação destes fragmentos serão publicados em época oportuna neste BLOG, só não é feito agora, a publicação, pelo fato de que está sendo ainda estudado e tão logo eu tenha formalizado os textos, já serão disponibilizados aos amigos leitores.



13 de out de 2008

LIVRO DAS MOEDAS DO BRASIL 12ª EDIÇÃO 2008

Aos Caros Amigos, Claudio Amato e Irlei Soares das Neves:

Na sexta feira passada, dia 10 de Outubro de 2008, confirmei meu interesse em fazer um anúncio na 12ª Edição do Livro das Moedas do Brasil, que se espera sair sua publicação, ainda, antes do término deste ano. Um acontecimento de suma importância, esta renovação de catálogos, e já estava na hora, pois a 11ª Edição foi no ano de 2004.

Quero dizer da simbologia para mim, como numismata profissional, que atua na compra e venda de moedas, cédulas, medalhas, e outras curiosidades numismáticas, de quão importante é estar presente neste mercado e, principalmente, com anúncio neste tão conceituado catálogo, assim como, com anúncio já publicado no catálogo das Cédulas do Brasil, editado pelos mesmos amigos, em edição de 2007.

O amigo Cláudio Amato, em 02 de Setembro de 2008, honrou-me com sua visita no meu BLOG, http://www.abibonds.blogspot.com/ , na matéria sobre a IMPORTÂNCIA DOS ENCONTROS NUMISMÁTICOS, postada neste BLOG, no dia 28 de agosto de 2008, e desta forma, passou-me um e-mail dizendo: “ Abib V. acabou de dar em primeira mão, a notícia do lançamento da 12ª Edição. Gostaria que V. e seus amigos nos enviassem sugestões para o aperfeiçoamento do Catálogo, pois apesar de sermos os autores, o Livro pertence aos colecionadores brasileiros. Abraços, Claudio Amato”.

Primeiramente, fiquei pensando muito sobre sua missiva, e logicamente, que para mim foi uma honra ficar sabendo de Cláudio Amato, um dos editores, que fui eu que dei a notícia, “em primeira mão”, mesmo que em BLOG, sobre a edição do Catálogo de 2008. Mas, ao mesmo tempo, minha responsabilidade ficou ainda maior, pois ele na missiva, pedia sugestões para o aperfeiçoamento da tão esperada edição.

Nada fiz a respeito, embora, fiquei muito pensativo sobre o que eu poderia ou deveria fazer, sugestionando ou não, alguma coisa. Mas, ao mesmo tempo ponderei sobre o que é na verdade o Livro das Moedas do Brasil, na atualidade.

Bem, um livro para mim, é como uma obra de arte, somente o artista deve fazê-lo, e aos críticos de arte, cabem analisar e opinar a grandiosidade ou não da obra. Desta forma, achei por bem em respeito a este meu entendimento, não fazer nenhum sugestionamento sobre o aperfeiçoamento desta grandiosa e importante edição.

Mas lembrando sobre a importância que teve e sempre terá em minha vida, como numismata que sou, ao adquirir como primeira obra, o LIVRO DAS MOEDAS DO BRASIL, e acreditando, que tanto para mim, como para muitos outros numismatas, esta importância deu-se da mesma forma, e marcou nossas vidas. Sendo a primeira obra numismática adquirida, foi assim, a porta de entrada para o conhecimento, foi ainda, pelas pequenas, digo, pois são tão pequenas as distorções existentes nesta obra, e elas, sem dúvida alguma, aguçaram-me ainda mais a sede de conhecimento, para me tornar um colecionador e leitor assíduo de variadas obras numismáticas, e assim, hoje, ter o conhecimento que tenho, sobre nossa numismática brasileira.

Tudo isto, posso afirmar, que devo ao Livro das Moedas do Brasil, pois, introduziu-me neste mundo fantástico, que é a numismática. Esta obra, sempre será lembrada, como àquela que me franqueou a abertura para as demais obras existentes sobre numismática no Brasil, a que deu o pontapé inicial para o aprofundamento do conhecimento sobre numismática, esta seara de informações, que a cada dia mais, fascina a todos os estudiosos do assunto, e que hoje tenho a honra de poder participar.

Por isso tudo, meus amigos, Cláudio Amato e Irlei Soares da Neves, esta obra só deve sofrer alguma alteração, se os artistas o assim quiserem, a importância dela em nossas vidas já é patente, e em nada que se mude agora, perderá a importância que já tem e sempre terá no mundo numismático brasileiro.

Desta forma, só poderia eu, agradecer por participar como anunciante neste catálogo, LIVRO DAS MOEDAS DO BRASIL – 12ª Edição e concordar com o Cláudio Amato, “este livro já pertence aos colecionadores brasileiros” e eu complementaria, ainda, “aos também, amantes da numismática brasileira”.

Saudações e sucessos aos Caros Amigos editores, Cláudio e Irlei.

9 de out de 2008

FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE ALFÂNDEGA DE 1835 a 1837 - INTRODUÇÃO

Foi primeiramente uma grande emoção e prazer adquirir há mais de um ano, de um comerciante de antiguidades da cidade de Pelotas, um diário de alfândega, no caso do porto da cidade de Rio Grande, na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Compreende-se o período de registro deste diário do dia 21 de junho de 1835 a 29 de dezembro de 1837, num total de 145 páginas, registradas por funcionários graduados da Alfândega de Rio Grande e de S. José do Norte na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Nestas 145 folhas de registro, coincide com o tempo conturbado que viveu a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, pelo movimento dos rebeldes, capitaneada pelo então Coronel Bento Gonçalves da Silva, que servindo ao Império Brasileiro, resolve se rebelar e organiza um movimento armado e político para a independência da Província e a fundação da República Rio-grandense. Sonho que durou de 1836 a 1845.

Mas afinal, o que interessa para a Numismática Brasileira estes fatos registrados? Pois bem, nestas 145 páginas registradas naquele período, é riquíssima em registros sobre moedas FALSAS de COBRE, sobre o recebimento das cédulas do troco do cobre e sua posterior devolução ao Rio de Janeiro. Razão pela qual, pouquíssimas cédulas desta Província se tem notícia na mãos de colecionadores e estes registros dão resposta satisfatória para a CIÊNCIA Numismática e quando publicado entrará para os Anais da Numismática.

Existe ainda registro de entrada de patacões por aquela Província, dando nome dos Navios e suas origens. Registra inclusive o dia, o nome do Navio e nome do Comandante que por determinação do Império, levou de volta as cédulas do troco do Cobre de volta ao Rio de Janeiro, e as razões que levaram a esta determinação.

Todas estas DESCOBERTAS, através desta documentação histórica, será publicada aos poucos no Boletim da Sociedade Numismática Paranaense, de forma simples e direta, mostrando imagens dos fragmentos e sua digamos assim, tradução, para um melhor entendimento destes fatos registrados.

Neste período também, está registrada a primeira máquina a vapor que entrou na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, dando dia e a origem de qual País foi importada e outros detalhes mais.

Este trabalho que será divulgado aos poucos, é um exemplo da importância da PESQUISA sobre novos fatos da Numismática Brasileira. Deve sempre ser incentivada e fomentada, pois pode corrigir ao longo dos tempos, distorções históricas, com novos registros sobre estas novas descobertas.

É este tipo de pesquisa que pretendo obter através de premiação pelas sociedades Numismáticas, aos estudantes de último ano de Direito, História e Economia junto as Universidades do Paraná. (vide matéria sobre Numismática neste mesmo Boletim). ( Boletim 33 Dezembro/2007 da SNP).

Por isso conto com a participação direta de todos os associados da SNP, para que consigamos completar o fundo de doações de que precisamos todos os anos, para a premiação de novas pesquisas em Numismática.

Já no próximo boletim, publicaremos a primeira parte das descobertas, dos FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO DE ALFÃNDEGA de 1835/1837.

Obs.: Texto originariamente publicado no Boletim de n° 33 da SNP - Sociedade Numismática Paranaense em Dezembro de 2007, folhas 11 e 12.

2 de out de 2008

O CAPITALISMO NUNCA MAIS SERÁ O MESMO




Sobre a crise financeira mundial, com as quebras de vários bancos ao redor do mundo e principalmente nos Estados Unidos da América e até, alguns da Europa, penso eu, que com esta ajuda financeira de 700 Bilhões de dólares que será injetada nos bancos americanos, que até ontem era uma esperança, e hoje está mais perto da realidade, pois, já foi aprovada pelo Senado Americano ontem à noite, e certamente, também, vai ser aprovada nos próximos dias pelo Congresso, será a maior interferência de um Governo sobre o capitalismo mundial.


O que se pensa ser uma ajuda e a eliminação dos problemas, poderá causar mais aborrecimentos do que solução propriamente dita. Afinal, os investidores aplicam seu dinheiro em EXPECTATIVAS de mercado e estas, foram QUEBRADAS.


Desde a adoção do atual capitalismo no mundo todo, um sistema complexo e que se ajustava pelo MERCADO, a cada minuto e a cada hora e que sobrevivia de quebras em quebras, e que se ajustava novamente, trazendo ordem ao caos a cada momento de crise, foi colocado em "xeque" (de xadrez mesmo), agora, pelo governo americano.


O que o mundo vai contemplar mesmo, é a quebra de solução que um MERCADO com a inerência do próprio sistema então vigente, poderia oferecer, como por exemplo, a absorção destes bancos que foram a BANCARROTA, por outros bancos com dinheiro em caixa e investidores ao redor do mundo, que estavam de plantão e à espera de oportunidades para farejar e abocanhar bons negócios e que já haviam começado a fazer novos investimentos com estas novas oportunidades que surgiam, e assim SOLUCIONARIAM-SE os problemas. Como exemplo, cito o investimento de um grande investidor americano, no auge da crise na semana passada, no valor de 5 Bilhoes de dólares em um banco americano que acabou sofrendo com uma quebra.


Não podemos esquecer que mesmo com perdas ou ganhos, o ajuste sempre ocorria e o próprio mercado absorvia o resultado negativo ou positivo, que diluído entre vários investidores, sempre passávamos por estas turbulências.




Era o CAPITALISMO agindo de forma natural, onde as oportunidades de novos investimentos surgiam a cada momento e a mobilização financeira mundial já de plantão, diagnosticava aonde poderia injetar recursos, e o sistema se ajustava por si só. Ou melhor, o próprio MERCADO se encarregava de se ajustar.


Isto era ( sim era, falo no passado) o puro capitalismo que vivíamos, quando alguns setores da economia quebravam e não falo somente de BANCOS, mas de INDÚSTRIAS e empresas de COMÉRCIO em geral, quando estes segmentos quebravam, abriam-se novas possibilidades para novos investidores ao redor do mundo.


Tudo isto será quebrado com esta injeção de recursos no SISTEMA FINANCEIRO MUNDIAL, onde com o tamanho de injeção de recursos, premia-se àquele investidor que corria o RISCO, mas também em caso de perdas, abria-se novas oportunidades a outros investidores e assim sucessivamente. Afinal, perder ou ganhar, era inerente aos riscos que se corria no atual (agora passado) estágio do capitalismo vigente.


Esta é minha opinião como um LEIGO, pois afinal, não possuo nenhum conhecimento aprofundado sobre o capitalismo e sobre as economias mundiais, mas sempre fui muito intuitivo, e assim, sempre pude optar em qual caminho seguir.


Se como leigo, tenho esta opinião NEGATIVA sobre esta injeção de recursos na economia mundial, arrisco até em afirmar pelo pouco que conheço, que em nada vai interferir esta montanha de dinheiro para a crise internacional que se instalou, pois pelas observações, esta crise que estamos ainda COMEÇANDO, sim é o INÍCIO da crise, pois, como o mercado busca investir em expectativas, e estas, foram quebradas com esta injeção de recursos, o que o mercado consertaria por si só, deixa de ser uma oportunidade de negócios e passam a ser, estes bancos socorridos, apenas observados, sem interferência e aposta do mercado.


Com apenas esta observação pelo mercado, daqui por diante, estes bancos socorridos, serão olhados com uma certa reserva pelos investidores, como ainda, doentes terminais, e com esta ajuda governamental, apenas um rémedio, mas sem uma solução definitiva e alijada do mercado, estes bancos socorridos, ficarão com uma patente desconfiança pelos investidores e sucumbirão mais dias ou menos dias.


O mercado capitalista mundial nunca mais será o mesmo, pois o que se vai ver e é muito natural, pelo quadro que se apresenta, é que os investidores busquem novas aplicações para seus recursos e em novos mercados, e acabarão desta forma, fugindo do mercado financeiro.


Oferta de dinheiro como vimos até agora no Brasil, com financiamentos a longo prazo para compra de veículos, de até 72 meses, certamente, reduzirar-se-ão para patamares mais plausíveis, talvez de 24 meses e pela escassez de crédito que ocorrerá, com novos critérios para os tomadores e juros mais elevados.


Aposto na elevação dos preços dos metais, (ouro, prata, cobre, ferro e etc,) pois estas aplicações como não houve interferência, ainda, do governo americano, tornar-se-ão um jogo salutar, afinal, nós seres humanos, sempre procuramos o risco, afinal risco e grandes lucros sempre andam juntos, e os metais ainda oferecem este jogo e com uma grande oportunidade de lucros, nesta hora de crise. Aposto também, nas altas dos imóveis em geral, e consequentemente, nos aluguéis.


A inflação será inevitável ao redor do mundo, afinal, injeção de capital ( falo dos 700 Bilhões de dólares) não deixa de ser uma emissão de dinheiro e estas, como todos sabem, sempre causam inflação, mas certamente, na casa dos dois dígitos anuais em vários Países.


Desemprego em consequência do fechamento de vários negócios ao redor do mundo, ocorrerá com certeza, mas nada que um ajuste natural de mercado não absorva em várias outras atividades criadas, esta leva de mão de obra disponível.


As bolsas, mesmo com esta injeção monstruosa de recursos continuarão caindo, contra toda a lógica, pois afinal, as expectativas foram quebradas, e estas, eram a grande vertente da sustentação dos investimentos.


Assim, caminhará a humanidade, e encontrará novas formas de sobrevivência, mas que o CAPITALISMO NUNCA MAIS SERÁ O MESMO, isto com certeza não SERÁ.



Texto de Autoria de João Gualberto Abib - Originariamente postado neste BLOG.